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Uso de gotas nasais vasoconstritoras

O uso de medicações tópicas nasais vasoconstritoras, medicamentos descongestionantes nasais à base de nafazolina, fenoxazolina, oximetazolina e xilometazolina deve ocorrer de modo muito criterioso.

Muitos pacientes, quando estão com congestão nasal, o famoso nariz entupido, em lugar de procurar orientação especializada, lançam mão do uso de vasoconstritor tópico nasal, o que pode trazer sérios riscos a saúde.

A tendência das pessoas é que usem o medicamento inicialmente 1x ao dia, e com passar do tempo, comecem a utilizá-lo em períodos com intervalos cada vez mais curtos, passando a necessitar do seu uso a cada 30 minutos ou menos.

Ocorre um verdadeiro “vício” ( farmacodependência)  tanto da mucosa que se inflama devido à rinite medicamentosa, como pelo hábito; e um vício psicológico do indivíduo, que fica dependente desta droga, por vezes tendo que ter um frasco no bolso, um no local de trabalho, outro no carro, mais um na cabeceira da cama, etc.

Um efeito deletério a se instalar é o tópico: a rinite medicamentosa; outra reação comum é a taquifilaxia (diminuição consideravelmente rápida da resposta ao medicamento), também chamada de dessensibilização, ou seja, quando o organismo deixa de responder às doses usuais recomendadas na bula.

Outras reações adversas relatadas em decorrência da utilização de descongestionantes nasais à base de substâncias vasoconstritoras (nafazolina, fenoxazolina, oximetazolina, xilometazolina) são taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), bradicardia (desaceleração dos batimentos cardíacos), cefaleia, sedação, sonolência, convulsão, agitação e isquemia cerebral.

Após a administração tópica excessiva de outros derivados imidazolínicos, também foram relatados choque após hipertensão transitória, arritmias, sintomas de angina pectóris secundária, vasoconstrição coronária e hipotermia. Além disso, esses fármacos podem provocar uma excitação transitória e hipereflexia, seguida de depressão do sistema nervoso central, dilatação de pupila e até coma (SIMÕES et. al., 2006).

O otorrinolaringologista pode auxiliar o paciente na retirada destas substâncias, conduzindo a um tratamento medicamentoso adequado, realizando a cauterizações de cornetos nasais inferiores ou mesmo intervenção cirúrgica como a turbinoplastia isoladamente ou associada septoplastia quando indicadas.

 

Dr. André Henrique Bastos
Médico Otorrinolaringologista pela ABORL-CCF

 

REFERÊNCIAS:

SIMÕES, Cláudia M. O. et. al. Uso indiscriminado de descongestionantes nasais contendo nafazolina. Revista Brasileira de Toxicologia vol. 19, n.2 (2006) 103-108. 2006.

PORTAL ANVISA 2016

 

 

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