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Surdez

Pesquisa da USP defende ensino bilíngue para crianças surdas

Estudo questiona método de ensino adotado pelo MEC.

Crianças surdas que estudam por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), em meio a professores e colegas que também usam o código, aprendem a ler e a escrever mais cedo e de forma mais consistente do que outras que também apresentam a deficiência, mas são inseridas em salas de aula regulares. Esse é um dos resultados da pesquisa do professor Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo (USP).

“A primeira língua do surdo é a Libras. Colocar uma criança de 5 anos dentro de uma sala de ouvintes é como botá-la numa escola chinesa”, diz Capovilla. Desde 2001, ele avaliou 9.200 alunos surdos e com dificuldades auditivas com idade entre 6 e 25 anos. Eles estavam matriculados em cursos que iam do início do ciclo fundamental ao final do superior.

Os resultados do levantamento estão em concordância com o que defende a Federação Nacional de Integração e Educação dos Surdos (Feneis). A organização é contra a política de inclusão do Ministério da Educação (MEC), que prevê que esses estudantes frequentem aulas regulares, com a presença de intérprete e, no contraturno, recebam atendimento especializado.

“Estamos lutando para que a educação de surdos seja colocada no mesmo patamar da indígena, isto é, que os surdos não sejam enquadrados na categoria da educação especial, e sim na educação bilíngue. Libras como primeira língua e português, como segunda”, afirma Patrícia Rezende, diretora de Políticas Educacionais da Feneis.

(Com Agência Estado)

Fonte: http://veja.abril.com.br/educacao/pesquisa-da-usp-defende-ensino-bilingue-para-criancas-surdas/, em 27/06/2011.

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